O que não se perde com o tempo…

Hoje estava organizando alguns materiais antigos e encontrei uma poesia que fiz, datada em 2007. Percebi que a escrita é minha companheira de longa data. Mudam as ideias, que se tornam mais maduras; muda a estética do texto, a preocupação com as palavras, mas a essência sempre esteve presente:

“Escrever poesia é algo diferente. É expressar com as palavras exatamente o que sente; É expressar toda a forma de emoção, que esteja verdadeiramente vindo do coração;

Tudo se transforma em poesia, se nossa mente não estiver vazia, e a forma como enxergamos o mundo, pode mudar em questão de um segundo; Basta olhar a vida com os olhos de um poeta, que com encantadoras palavras não deixa nossa imaginação quieta.

Sinta como se todo dia ao acordar você acabasse de nascer, busque em seu interior a melhor forma para viver; Não deixe de fazer o que você tiver vontade, porque o tempo que passa vai deixando saudade;

Se sentir uma enorme vontade de chorar; nenhum motivo você tem para se envergonhar. Mas se a vontade de sorrir for maior, você verá como tudo será melhor.

De seus sonhos nunca desista, mesmo com todas as dificuldades, lute sempre e insista. Lembre-se de que o mundo pode ser maravilhoso, se o seu modo de olhar pra ele for generoso. E nunca esqueça também de agradecer, pela oportunidade de poder viver;

Viver para ver tudo o que há de bom, para dos pássaros poder ouvir o som;

Viver para agradecer pela alegria de poder ver a vida como uma poesia.” (Luana Torresani – 2007)

Ainda bem que existem novos dias;
…novos sonhos;
…novos sorrisos.

Antes de virar a página…só mais uma página

Assim que fiquei sabendo que estava grávida, no meio de tanta alegria escrevi um texto. Um texto descrevendo aquela grande emoção, descrevendo a felicidade que eu sentia; um texto que não consegui acabar. Por quê? Nem eu sei. E lá o texto ficou guardado, sem que eu conseguisse finalizar; eram simples frases, não precisava muito, só mais algumas palavras, mas eu não as encontrei. As palavras na verdade são as que vem a seguir…e agora entendo porque não consegui finalizar meu texto; porque as palavras eram tristes…e eu tinha medo de pronunciá-las.
Existe um percentual de 30% de mulheres que perdem seus filhos da primeira gestação até a décima segunda semana. Eu cheguei na nona, consciente dessa estatística, mas sem conseguir encarar a possibilidade de fazer parte dela.
Há dois dias eu contava as horas para ter meu filho/a nos braços e hoje estou aqui tentando assimilar que ele não existe mais. Algumas vezes quando acordo, levo a mão à barriga – como eu fazia antes para conversar com o neném – e, no instante seguinte, a realidade é como um tapa na cara. Não tenho a frieza de pensar que aquele bebê tão esperado era “apenas um embrião”. Ele era nosso bebê, nosso querido filho/a, amado desde o dia em que ficamos sabendo da sua existência. Meu bebê se foi, mas a felicidade de tê-lo sentido e a dor de tê-lo perdido, nunca serão tiradas de mim. E junto com todas as minhas alegrias, guardarei também essa dor. Faz parte da minha história.
Foi tudo muito dolorido; uma dor física enorme; uma dor emocional dilacerante…uma dor de MÃE. A dor física já passou; a emocional sei que o tempo vai se encarregar, e no final de tudo me sinto grata por saber que um fruto se foi, mas a árvore continua aqui…e com raízes muito mais fortes.

…e a dor também existe

Sempre tive um medo inexplicável de lidar com perdas e com a dor que elas podem causar. Hoje entendo o por quê. Minha gravidez me proporcionou a sensação mais doce e a mais dolorosa em tão pouco tempo.

Nosso bebê agora se tornou uma poesia…e seu rostinho que não pude conhecer, transformo hoje em saudosos versos…Versos que não significam um fim, mas sim um recomeço!

Agora é tempo de juntar os cacos e de acreditar…Acreditar que em breve estarei pronta para escrever novas poesias…muito mais belas e com versos mais felizes do que esses…

…porque a dor também existe, mas a superação e a fé são sentimentos muito maiores.

Tudo (de) novo

Que 2012 não seja recomeço; que seja continuação…Nada se acabou, nada ficou para trás. Só o que deve ficar para trás é o que é negativo, o que nada constrói, o que nada acrescenta!

O que foi sincero; os felizes acontecimentos, agradeço e carrego comigo para o próximo ano na intenção de somar tudo de bom que já vivi com tudo de especial que ainda está por vir. E assim desejo que seja com todos que amo e que me fazem feliz. Que estejam sempre comigo nessa incrível caminhada.

Que assim seja…que assim Deus permita!

A grande essência

Viver (definitivamente) é correr riscos!!!
Confortante é saber que um dos maiores “riscos” é a felicidade….e quando isso acontece, os momentos devem ser vividos intensamente…como se fossem uma leve brisa; e as pessoas que amamos devem ser abraçadas e acarinhadas…como se fossem vida!!!

Lu

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